
O número de brasileiros com contas em atraso bateu um novo recorde em 2025. De acordo com dados da Serasa Experian e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o país já soma mais de 77,8 milhões de inadimplentes — o maior patamar desde o início das medições, em 2015. O número corresponde a mais de 46% da população adulta brasileira.
Além do aumento no volume de pessoas endividadas, chama a atenção também o tempo médio de permanência na inadimplência, que alcançou 28,3 meses em julho de 2025, ou seja, mais de 2 anos e 4 meses com dívidas em aberto.
“Estamos diante de um ciclo de inadimplência mais duradouro. As pessoas estão demorando cada vez mais para conseguir sair do vermelho”, afirma o economista-chefe da CNDL, Luiz Rabi.
Especialistas apontam que a alta da inadimplência está diretamente relacionada a uma combinação de fatores econômicos:
Juros elevados
Inflação persistente
Desemprego ou subemprego
Baixo crescimento da renda
Esse cenário afeta diretamente o orçamento das famílias, especialmente das classes C, D e E, que são as mais expostas ao crédito rotativo e ao parcelamento de compras.
Segundo os dados da Serasa, os principais tipos de dívidas em atraso são:
Bancos e cartões de crédito
Contas básicas (água, luz, gás)
Financiamentos e empréstimos
Comércio varejista
Outro ponto que preocupa é o crescimento do número de dívidas com mais de 3 anos de atraso. Esse tipo de débito representa uma parcela cada vez maior do total, indicando que muitos consumidores estão há anos sem conseguir regularizar sua situação financeira.
“Quando o consumidor fica inadimplente por tanto tempo, ele acaba ficando fora do sistema financeiro formal, sem acesso a crédito ou financiamentos, o que dificulta ainda mais a retomada da sua vida financeira”, explica Rabi.
Apesar do cenário negativo, iniciativas como o programa Desenrola Brasil e plataformas de renegociação digital, como o Serasa Limpa Nome, têm ajudado milhões de pessoas a renegociar seus débitos com descontos e condições facilitadas.
Especialistas recomendam que o consumidor inadimplente:
Negocie com os credores o quanto antes;
Evite novas dívidas enquanto ainda possui pendências;
Reorganize o orçamento, priorizando contas essenciais;
Busque orientação financeira, se necessário.
Você está inadimplente?
É possível consultar gratuitamente seu CPF e dívidas registradas em sites como o Serasa ou SPC Brasil, além de aproveitar campanhas de renegociação com descontos especiais.
