
Durante participação no Redcast, na última quinta-feira (18), o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, defendeu a ideia de separar o país em duas nações distintas: o “Brasil do Norte” e o “Brasil do Sul”.
Segundo o parlamentar, estados do Norte e Nordeste formariam um bloco separado, enquanto Centro-Oeste, Sudeste e Sul ficariam unidos sob outra bandeira. A justificativa apresentada foi que o Brasil seria “grande demais” e, por isso, mais suscetível a regimes autoritários. “Quanto menor o país, mais democrático ele é”, declarou.
Bilynskyj também usou como argumento uma suposta divisão eleitoral: “Eles [Norte] votam no Lula, nós [Sul] votamos no Bolsonaro, pronto, acabou”. A fala, no entanto, ignora o fato de que Jair Bolsonaro venceu no Norte em 2022 com 51,03% dos votos, contra 48,97% de Lula.
A proposta gerou forte reação entre juristas e analistas políticos. Isso porque a Constituição Federal define a República Federativa do Brasil como “indissolúvel”, não permitindo a separação de regiões sem uma reforma constitucional ampla e praticamente inviável.
Especialistas apontam ainda que declarações como essa reforçam a polarização e alimentam movimentos separatistas regionais sem base legal ou popular significativa. Até o momento, não há indícios de que o deputado vá formalizar a proposta no Congresso.
