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Após tentativa de fuga, Moraes determina prisão domiciliar para Silvinei Vasques

Ex-diretor da PRF é investigado por envolvimento em plano golpista e descumprimento de medidas judiciais

Publicada em 27/12/25 as 08:25h por Da redação com informação do Congresso em Foco
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 (Foto: Google)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), cumpra prisão domiciliar, após indícios de uma tentativa de fuga. A decisão foi tomada depois que as autoridades identificaram o descumprimento de medidas judiciais impostas anteriormente.

Silvinei é investigado e condenado por envolvimento em ações ligadas à tentativa de golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022. Segundo o STF, ele faz parte de um grupo que teria atuado para interferir no processo democrático e no resultado das urnas.

De acordo com informações do processo, o ex-diretor da PRF deveria cumprir regras rígidas, como permanecer em local determinado e seguir as ordens da Justiça. No entanto, o monitoramento indicou movimentações irregulares, o que levantou suspeitas de que ele poderia tentar deixar o país ou escapar do alcance da Justiça.

Diante da situação, Alexandre de Moraes decidiu impor a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições. Na decisão, o ministro afirmou que a medida é necessária para garantir que Silvinei continue à disposição da Justiça e não volte a descumprir ordens judiciais.

Além da tornozeleira, Silvinei também fica proibido de:

  • sair de casa sem autorização judicial;

  • manter contato com outros investigados no mesmo processo;

  • usar redes sociais ou se manifestar publicamente sobre o caso.

O STF entende que o comportamento do ex-diretor demonstra risco de nova tentativa de fuga e reforça a necessidade de vigilância constante. Para o tribunal, a prisão domiciliar é uma forma de evitar novos descumprimentos e assegurar o andamento do processo.

Silvinei Vasques ganhou destaque nacional após ser acusado de usar a estrutura da PRF para dificultar o deslocamento de eleitores durante o segundo turno das eleições de 2022, principalmente em regiões onde o então candidato Lula teve mais votos.

A defesa do ex-diretor afirma que ele não tentou fugir e que irá recorrer da decisão. Já o STF segue acompanhando o caso, que faz parte de um conjunto de processos relacionados aos atos contra a democracia investigados pela Corte.




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