
Cada vez mais fica claro que uma parte do bolsonarismo não se importa com o sofrimento do povo brasileiro. Para esse grupo, se o país quebrar, se a fome aumentar ou se o caos se espalhar, tudo bem, desde que a esquerda não governe. É a velha lógica do “quanto pior, melhor”, que em nada tem a ver com patriotismo e muito menos com amor ao Brasil.
Não é exagero dizer que muitos desses setores parecem sonhar com um Brasil parecido com a Venezuela, ou até pior, só para depois culpar o governo da vez. A miséria vira ferramenta política. E é justamente aí que se separa quem quer o bem da nação de quem só quer ganhar a disputa política, custe o que custar.
Nesse cenário, o deputado federal Nikolas Ferreira tem chamado atenção de forma negativa. Em suas redes sociais, ele vem sugerindo, ainda que de forma indireta, uma intervenção dos Estados Unidos para capturar o presidente Lula. Isso não é “opinião”, é ataque direto à soberania nacional. Defender interferência estrangeira contra um presidente eleito é algo gravíssimo.
Basta imaginar a situação inversa: se um deputado americano pedisse uma invasão chinesa para prender Donald Trump, a reação seria imediata. Prisão, investigação e um escândalo nacional. No Brasil, parte da extrema direita tenta tratar isso como piada ou como “liberdade de expressão”.
Mas não é brincadeira. Quando autoridades eleitas flertam com esse tipo de discurso, enfraquecem a democracia, incentivam o extremismo e colocam o país em risco. Criticar governos é legítimo. Torcer contra o Brasil e defender invasão estrangeira, não. Isso não é oposição — é traição ao interesse nacional.
