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Celebração da fé e da ancestralidade: como foi a noite de 7/8 de dezembro em João Pessoa

Uma festa marcada pela devoção e cultura afro, a 59ª edição da Festa de Iemanjá

Publicada em 09/12/25 as 08:12h por Da Redação
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 (Foto: TV Cabo Branco)

Na noite de domingo para segunda-feira (7–8 de dezembro de 2025), a orla da praia de Tambaú, em João Pessoa, especialmente no entorno do Busto de Tamandaré, transformou-se em palco de celebração, fé e cultura, com a reunião de milhares de pessoas vindas de várias regiões da Paraíba. 

Organizada pela Federação Cultural Afro-Brasileira da Paraíba (FCAB-PB), a festa ganhou este ano apoio do Ministério da Cultura, o que possibilitou reforçar a estrutura do evento e ampliar a programação, contemplando religiões afro-brasileiras, grupos culturais e manifestações populares. 

Programação intensa: fé, rituais e manifestações culturais

A partir das 17h, os mestres de cerimônia deram início às atividades com cumes religiosos e recepção dos participantes. Com o cair da noite, sucederam-se apresentações de capoeira, música, rituais de casas de axé, e manifestações de religiões afro, tudo isso compondo um ambiente de devoção e celebração comunitária. 

Entre os destaques da noite estiveram grupos e expressões da cultura afro-brasileira: o grupo de capoeira, o Coco Juremar, o Afoxé Afoxé Oxum Pandá, o maracatu Maracatu Maracastelo, e o encerramento com o grupo Voz Nagô, movimentando o sambódromo de fé com música, dança e ancestralidade. 

A cerimônia oficial foi conduzida por Mãe Penha de Iemanjá, presidente da FCAB-PB, seguida de queima de fogos e a tradicional caminhada do Palácio Xangô Alafim, liderada por Pai Gilberto, trazendo moradores, religiões de matriz africana, simpatizantes e turistas juntos para prestar homenagem à orixá. 

Fé, resistência e identidade cultural

A festa de Iemanjá em João Pessoa não é apenas uma celebração religiosa — ela representa mais de um século de luta, identidade e resistência. As homenagens à deusa do mar têm raízes antigas, quando mesmo proibidas e reprimidas, as comunidades continuaram reverenciando a orixá de forma clandestina. Só na década de 1960 foi possível celebrar livremente nas ruas, e desde então a festa se consolidou como patrimônio imaterial da Paraíba. 

Para muitos, o evento é um ato de afirmação cultural, religiosidade compartilhada e memória ancestral, com o mar servindo de elo simbólico entre o presente e as raízes africanas. A presença de tantos grupos religiosos, artísticos e populares reafirma a diversidade e a riqueza da cultura afro-brasileira na Paraíba. 

Uma noite vibrante, plural e de grande significado

O que se viu no Busto de Tamandaré foi mais do que festa: foi um encontro de gerações, de crenças, de corpos em movimento, de vozes unidas por identidade. Milhares celebraram a força de uma tradição que atravessa décadas e que, hoje, reafirma seu lugar na história e na memória cultural de João Pessoa.

Se quiser, posso montar uma galeria com fotos profissionais da festa (alta resolução, com cenas dos rituais, do cortejo, do mar ao fundo etc.) — isso costuma dar mais força visual para matérias como essa.




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