
Morreu neste domingo (4), no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande, um homem de 50 anos diagnosticado com raiva humana. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (5) pela Secretaria Municipal de Saúde. O paciente estava internado havia quase três semanas em estado grave.
De acordo com as autoridades de saúde, o homem foi mordido por um sagui no mês de setembro, mas não procurou atendimento médico após o contato com o animal silvestre. Os primeiros sintomas da doença só apareceram em dezembro de 2025, quando o quadro evoluiu rapidamente e exigiu internação em unidade de terapia intensiva (UTI).
Segundo a Secretaria de Saúde de Campina Grande, ao dar entrada no hospital, o paciente apresentava agitação psicomotora, confusão mental, alteração do nível de consciência, aerofobia (medo de ar), dificuldade respiratória e queda na oxigenação do sangue. Diante do quadro de insuficiência respiratória aguda associada à instabilidade neurológica, a equipe médica realizou intubação orotraqueal e iniciou ventilação mecânica invasiva. Apesar dos esforços, o paciente não resistiu.
O diretor de Vigilância em Saúde do município, Miguel Dantas, reforçou que o caso serve como alerta para a população sobre os riscos do contato com animais silvestres e a gravidade da raiva humana, uma doença quase sempre fatal quando os sintomas se manifestam.
“A raiva é totalmente evitável quando o tratamento pós-exposição é feito de forma imediata. Mordidas ou arranhões de qualquer animal, seja silvestre ou doméstico, exigem avaliação médica urgente”, destacou.
A Secretaria de Saúde orienta que, em casos de mordida, arranhão ou lambedura em pele lesionada, a pessoa deve procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e, se necessário, iniciar o esquema de vacinação antirrábica e a vacina contra o tétano.
Especialistas alertam que a desinformação e a subestimação de ferimentos causados por animais ainda contribuem para casos graves da doença. Mesmo animais domésticos, como cães e gatos, podem transmitir a raiva se não estiverem devidamente vacinados.
O caso reforça a importância da prevenção, da vacinação animal e da busca imediata por atendimento médico após qualquer tipo de ataque, medida que pode salvar vidas.
